
Marcos Azevedo, ator, diretor, dramaturgo e arte-educador. Possui licenciatura plena em Educação Artística com especialização em Artes Cênicas (Centro Artístico-Musical de Santos, CARMUS). Cursou a Escola de Arte Dramática - EAD (ECA/USP).
Concebeu “Caliban” (solo/autor e ator)., dirigido por Eduardo Bonito, e estreou no Edimburgh Festival/ Escócia no C Venues (agosto/97), seguido de uma temporada no Riverside Studios/ Londres (setembro/97) com apoio do Conselho Britânico e do Ministério da Cultura. “Caliban”recebeu críticas positivas dos jornais “THE TIMES”, “THE SCOTSMAN”, “THE STAGE” e da “BBC. O texto foi objeto de três teses acadêmicas no Brasil e E.U.A.
Entre 1994 e 2002 integrou a Cia de Ópera Seca, dirigida por Gerald Thomas, e atuou em “Deus Ex-Máquina”, “Ventriloquist”, “Nietzsche contra Wagner (NXW)”, “Nowhere Man” (Brasil e Croácia/ Festival Eurokaz), “Unglauber”, “Império das Meias Verdades”, “The Flash and Crash Days” ( Trilogia da Besta/ Portugal), “Os Reis do Iê-Iê-Iê”, “Don Juan”, “O Cão Andaluz”, “Príncipe de Copacabana” e “Tragédia Rave”.
Participou também de “MacBeth” com direção de Ulysses Cruz, “Concílio do Amor (Das Liebs Council)” com direção de Gabriel Vilella (pelo Grupo de Arte Boi Voador), “Laranja Mecânica (Clockwork Orange)” e “Woyzeck”, ambas dirigidas por Olair Coan, “Grog de Poesia” co-direção de Eduardo Bonito com Cintia Alves, “Henrique VIII” sob direção de Ana Portich, “Avalanche” (“Hurly Burly”) com direção de Ivan Sugahara e “Pátria Armada” de Leonardo Neto e Rodrigo Pitta.
Em cinema atuou em: “Carandiru” de Hector Babenco e “O Invasor” de Beto Brant. Em TV participou de” Maysa “ de Manoel Carlos e Jayme Monjardim na Rede Globo e “Valor de Troca” dirigido por Sérgio Carvalho na TV Cultura.
Atualmente está junto à Cia da Phila7, desde sua fundação em 2005, quando integrou o elenco de “Galileu Galilei” sob direção de Rubens Velloso,. É co-autor (junto com Beto Matos) do texto “A Verdade Relativa da Coisa em Si” – PRÊMIO FUNARTE DE DRAMATURGIA/2005- além de atuar no espetáculo, selecionado para a Mostra Emoção Art.Ficial no Itaú Cultural .
Em 2006 participou da montagem internacional de “Play on Earth” com a Phila 7, como ator e dramaturgo, em parceria com o Station House of Opera de Londres e o TheatreWorks de Singapura. Em 2007, a inaugura o GAG (Grupo de Arte Global), sede da Cia Phila 7 onde, como diretor do Núcleo DRAMAX*, encenou seu texto inédito “FEBRE”.
Ainda com o Phila7 ,em 2008 participou como ator e dramaturgo do espetáculo on-line “What’s Wrong with the World?”, da série “Play on Earth”, entre Brasil e Inglaterra. no teatro da Oi Futuro no Rio de Janeiro. A pesquisa pioneira da Cia Phila7, no cruzamento entre arte e novas tecnologias de comunicação, reverbera em teses acadêmicas e matérias internacionais. Hoje, dramaturgo e ator de “WeTudo – Desesperando Godot”, novo projeto de pesquisa da Cia Phila7, participa do projeto “Zona de Risco” no Centro Cultural São Paulo.
Em 2009 foi convidado a escrever para a mostra “BRANDO: O Ator no Cinema” e publica seu artigo “Máquina Brando – Uma Crítica Impossível”, pela Caixa Cultural no Rio de Janeiro. Ainda este ano, também foi convidado pela direção do Shakespeare Electronic Archive do MIT (Massachusstes Insitute of Technology) para integrar o projeto Global Shakespeare. Os registros de seu “Caliban” passam a integrar os arquivos digitais de Shakespeare in Performance in Brazil.
Em 2010 estreará o longa metragem “Linha de Fuga” de Alexandre Stockler e o solo-performance “Nomad-e”, seu novo projeto cênico transdisciplinar.