CIA PHILA 7

A COMPANHIA

Para onde vamos?

"Os processos são os devires, e estes não se julgam pelo resultado que os findaria, mas pela qualidade de seus cursos e pela potência de sua continuação." Deleuze
“Liberdade para experimentar é condição para que a arte, seja ela qual for, se renove. Só a possibilidade de errar muito leva ao grande acerto e sem dúvida o risco é qualidade intrínseca a esse teatro virtual, de estética ainda sem definição, aberta a discussões...” Beth Néspoli na matéria “Ousadia que pode levar à renovação” publicada no Caderno 2 do Estado de São Paulo em 2 de maio de 2009.
Na caverna não tem mais sombra. É só imagem projetada. Olhar pra frente e pra trás não constrói mais o mito. Tudo se transforma em algum tipo de realidade multifacetada, expandida. Flash and blood dissolvidos cobrem o vale com pó de estrelas. Carbono e silício.
Neste mundo o carnal e o binário se mesclam gerando outros códigos para as subjetividades. É necessário, então que a arte reinvente os sentidos que iluminem os parâmetros deste novo olhar, mesmo que ainda com luz trêmula. Outra Ética/Estética.

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O PHILA7 surgiu no início de 2005 com o objetivo de pesquisar novas linguagens e diferentes mídias. Desde seu primeiro trabalho, tem na imagem e na tecnologia ferramentas para o desenvolvimento de novos caminhos para as artes cênicas. Formada por um núcleo composto por Rubens Velloso, Marcos Azevedo, Mirella Brandi, Beto Matos e Marisa Riccitelli Sant´Ana, o PHILA7 vem lançando um olhar investigativo para a possível construção de novas linguagens que, aliadas às estéticas já estabelecidas, à grande velocidade de informação e à possibilidade quase infinita das redes que se formam através dela, busca parâmetros novos para uma poética contemporânea.
Sempre tendo o corpo presencial e a virtualidade como foco central, o PHILA7 experimentou relações de contaminação de diversas linguagens artísticas até chegar à construção de espetáculos onde a internet transformava-se efetivamente em palcos virtuais.
O trabalho do PHILA7 já é objeto ou faz parte de várias teses de pós-graduação, artigos e estudos:
1. Rodolfo Araújo –Tese de pós graduação sobre Teatro digital com o PHILA7. Participa do núcleo de pesquisa CEPOP-ATOPOS da ECA/USP, dirigido a estudos sobre opinião pública dos novos contextos digitais. – Escreveu o artigo “Uma nova dimensão para arte com Teatro digital” no site Websinder..
2. Marta Isaacsson – professora da Pós-Graduação em Artes Cênicas da Universidade do Rio Grande do Sul e pesquisadora do CNPq/ Ministério da Ciência e Tecnologia,desenvolve investigação sobre a interferência de novas midias no contexto do teatro. Após ter reunido registros de produções de grupos do Québec/Canadá,busca atualmente coletar material junto à grupos brasileiros, entre eles o PHILA7
3. Jacqueline Rodrigues de Souza Raymundo –“Teatro digital: Fronteiras da cena contemporânea na era das novas tecnologias” – Tese de Mestrado sendo desenvolvida no CLA – Programa de Pós Graduação Mestrado em Teatro pela UniRio.
4. Livro Eletrônico de Língua Portuguesa , Editora COC, Capítulo sobre Novos Caminhos da Arte – “What´s Wrong with the World”, a ser publicado no segundo semestre de 2009.

Com seu primeiro espetáculo, “Galileo Galilei”, o PHILA7 experimentou a convergência de linguagens ao encenar um texto clássico com projeções videográficas que criavam diferentes camadas de encenação e uma trilha sonora realizada ao vivo pela Orquestra de Câmara da USP. Realizado no Teatro Alfa, em São Paulo, com Paulo César Peréio.

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Em julho de 2005, o Phila 7 aprofunda as relações de sua dramaturgia com o universo midiático. Surgiu assim o texto “A Verdade Relativa da Coisa em Si” de Beto Matos e Marcos Azevedo. No final deste mesmo ano o texto ganha o Prêmio Funarte de Dramaturgia.
Em 2006, como seu segundo espetáculo, “Play on Earth”, o Phila 7 tornou-se pioneira no uso da Internet para a criação e apresentação de uma peça teatral que uniu três elencos em três continentes simultaneamente: Phila 7 em São Paulo, Station House Opera em NewCastle na Inglaterra e Cia Theatreworks em Cingapura. Três audiências, cada uma em sua cidade, a assistir às atuações em tempo real, formaram um quarto espaço imaginário.

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Em 2006/07, o projeto multimídia “OP1” é selecionado pelo RUMOS Itaú Cultural e pelo panorama SESI. Apresentou-se também no Motomix SP, Caixa Cultural -RJ e em Montreal, Canadá. OP1 explora os limites entre o real e o imaginário através dos princípios da Optical Art e da interação entre corpo, vídeo, luz e música.


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Em setembro do mesmo ano, o Phila 7 é convidada pelo Itaú Cultural a integrar as atividades do Emoção Art.ficial 3.0 com o espetáculo “A Verdade Relativa da Coisa em Si” que estreou em setembro de 2006, com a participação especial de Zé do Caixão ao vivo pelo skype.

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Em maio de 2007, o Phila 7 inaugurou sua sede em São Paulo, o espaço de arte transdiciplinar GAG – Grupo de Arte Global (www.gag.art.br) - um pólo agregador e irradiador dos novos cruzamentos da arte contemporânea. O GAG nasce para dar concretude à um processo de interlocução entre projetos culturais, artísticos e tecnológicos, abertos à multiplicidade de linguagens.


Em outubro de 2007, o Phila 7 estreou o espetáculo mutimídia “FEBRE”, em co-produção com Núcleo DRAMAX* , texto e direção de Marcos Azevedo, no Espaço GAG em São Paulo.

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Em dezembro de 2007 o GAG inaugura o projeto “Roda”: cruzamento da dança com diferentes mídias e a experimentação de novas linguagens artísticas envolvendo o corpo e a tecnologia. Com curadoria de Maíra Spanghero e do Phila 7, “Roda” teve como guia as experiências artísticas de Lygia Clark, principalmente a série "Bichos"e contou com 16 obras e 22 artistas de diferentes partes do país.

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Em 2008, encenou na OI FUTURO, no Rio de Janeiro, “What´s Wrong with the World?” da série Play on Earth, um espetáculo ao vivo entre Brasil (Rio de Janeiro) e Inglaterra (Londres). Linkados por Internet os atores atuaram ao mesmo tempo e ao vivo, fazendo do “mundo” seu palco numa proposta marcada pelo ineditismo de linguagem e estrutura dramática.

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Nesse mesmo ano recebe da Secretaria de Cultura o Prêmio de novas Dramaturgias para desenvolvimento do texto “Para Além da Fresta” de Beto Matos.

Em Junho de 2009 estréia “ WeTudo DesEsperando Godot” o novo espetáculo do PHILA7, que através de teatralidades, imagéticas, espaços conectados e processos coletivos acontece por todo o GAG.
Isto compreende não só as paredes que o delimitam, mas também, através de telas cênicas de projeção e das redes de conexão, o espaço expandido por onde os atores/personagens e o público (convidado a trazer seus computadores e celulares) trafegam livremente. Apoiada num texto escrito pela própria Companhia, a encenação constrói um percurso para os dois personagens/atores, criando uma interlocução com o público presencial e os que penetram no espaço pela rede.

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