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EIS UMA PRIMEIRA VISTA DE OLHOS NO LOCAL - EIS GROSSO MODO ESSES CORPOS VISTOS SOBRE UM PRIMEIRO ANGULO - EIS UM PRIMEIRO RESUMO DO CODIGO DOS ESCALADORES
Primeiros ensaios no meio de um cenário beckettiano. Antecipando as falas já lá estão os personagens no palco “falando” por meio de suas simples presenças – imóvel ou quase.
- Estragon – E nós ?
- Wladimir – Por favor ?
- Estragon – eu digo, e nós ?
- Wladimir – Não compreendo
- Estragon – qual o nosso papel nisso?
- Wladimir – que papel?
Todos. Nenhum.No principio era a ação, não o verbo. Somente o percurso matemático que por meio de análise combinatória dos elementos envolvidos determina a relação entre os frames Palco – Box – Janela – Bar – Rua - outra Janela e o frame estrangeiro, forasteiro que vem formatado num big Mac. Sanduíche de realidade acompanhado de cerveja quente.
Personas viajando de um frame a outro vivendo em cada um deles de olhos fechados e ignorantes do seu destino. Identidades sem significações permanentes, indeterminadas, hibridizadas, explodidas. Unidades de reprocessamento e reciclagem que se cercam de todas as apostas e mantêm abertas todas as opções.

Corpo ideograma – anda, para, gira, ansiosa, arruma mesa, desfaz a mesa, frio, abraça, eu te amo, eu te amo, imóvel, irritado, toma, pega, usa, faz o que quiser, a decisão é tua, outra vez, mais doce, o outro, o forasteiro, repete, em outro tempo, em outro lugar. Não atuar, estar.
Viver na indiferença, no desprendimento. Existência repleta de mudanças, efêmera, por isso na sua fluidez se torna dispensável: tornar-se ninguém.
Na porta do bar ela fala: "Hoje uma mulher se suicidou em uma estação do metro, mas no minuto seguinte levantou-se, só que já não era mais a mesma pessoa, entendeu?"
Corta. O presente: uma caixa dentro de outra caixa, dentro de outra caixa vazia, nada. Até para uma imagem de um papel em branco é possível se atribuir um significado, se você não consegue, o problema não é da imagem é seu.

Presença física e imagem. Relações intercambiáveis. O outro, o estrangeiro, também esta lá. Flesh and Blood em outro lugar. Corta.
Numa das sessões do espetáculo uma família ocupou quatro lugares lado a lado, exceto o marido, que ocupou uma cadeira lateral. A mulher diz: senta mais no meio se chegar alguém você sai. Ele levanta, senta, ela diz ai, ai esta bom. A pessoa ao lado da mulher, talvez a filha, pergunta: sobre o que é mesmo este espetáculo? Não sei, responde a mulher, porém quando tudo termina ,um rapaz aparece no frame do estrangeiro acena e toda a família se emociona manda beijos e chora. Era a imagem -filho carregada de afeto. Reencontrando a imagem - pai/mãe. Liturgia da imagem, epifania da imagem, dramaturgia da imagem.
Reter na retina a imagem do meu rosto refletida num chão polido pela cera
Parquetina.
“Retina é uma parte do olho dos vertebrados responsável pela formação de imagens, ou seja, pelo sentido da visão. É como uma tela onde se projetam as imagens: retém as imagens e as traduz para o cérebro através de impulsos elétricos enviados pelo nervo óptico.”
Licença poética: tudo é imagem.
Usar a imagem-acao para fluir na imagem-tempo. Corta.
Eu me lembro foi em Cuba, não foi em Marienbad, nos nos abraçávamos. Não na verdade eu olhava você sozinha no salão dançando. “Onde foi que vos perdi, minhas imagens pisoteadas? ” Alguma coisa mais que a realidade falta `a realidade.
Separation, diáspora do Eu, qual ética é possível?

Pobre das flores nos canteiros dos jardins regulares.
Parecessem ter medo da policia…
Mas tão boas que florescem do mesmo modo
E tem o mesmo sorriso antigo
Que tiveram para o primeiro olhar do primeiro homem
Que as viu aparecidas e lhes tocou levemente
Para ver se elas falavam…….
Estamos cansados da arvore. Não devemos mais crer nas arvores . toda cultura arborescente esta fundada nelas, da biologia `a lingüística. Ao contrario, nada e belo nada e amoroso nada e político a não ser os caules subterrâneos e as raízes aéreas, a adventícia e o rizoma. Qualquer ponto de um rizoma pode ser conectado com qualquer outro, e deve sê-lo. É muito diferente da arvore ou da raiz, que fixam um ponto, uma ordem.
O múltiplo, só quando e efetivamente tratado como substantivo, como multiplicidade, deixa de ter qualquer relação com o Um como sujeito ou como objeto, como realidade natural ou espiritual, como imagem e mundo.
Talvez quando enxergarmos o outro como uma outra possibilidade do que somos, cheguemos a algum lugar, do contrario companheiros, bem vindos ao deserto do real.

Psicografado numa noite de luar no terreiro do Castelinho sob a proteção da mãe de Santo Molly Bloom, Penélope pos moderna, e na luxuosa companhia de Deleuze, Zizek, Braudillard, Bachelard, Agambem, Godard, Martinez, Beckett, Fernando, Samba e Jazz, etc..etc..etc.…. pensadores que na sua complexidade me ajudam a tentar entender a obviedade do mundo. E também na presença de um morcego-vampiro que pousado em meu ombro não poupou meu sangue e `a maneira do corvo de Poe sussurrava em meu ouvido: Everness..Everness...
Sólo una cosa no hay. Es el olvido.
Dios, que salva el metal, salva la escoria
Y cifra en Su profética memoria
Las lunas que serán y las que han sido.
Ya todo está. Los miles de reflejos
Que entre los dos crepúsculos del día
Tu rostro fue dejando en los espejos
Y los que irá dejando todavía.
Y todo es una parte del diverso
Cristal de esa memoria, el universo;
No tienen fin sus arduos corredores
Y las puertas se cierran a tu paso;
Sólo del otro lado del ocaso
Verás los Arquetipos y Esplendores.
A todos vocês Edu, João, Silvana, Fernando, Isa, Flavia, Cinthia, Marcello, Theo, Leo, Thereza, Gigante, André, Davi, Luis Guilherme, Diego, Azul, Eduardo, Anderson
Os companheiros de viagem,
Rodriguinho e a ocupação do espaço GAG pelo cine vídeo arte
Mayrinha roda roda e agita nem um minuto para o comercial
Lovely Luci, nossa nova parceira, a minha querida e anjo da guarda Anik.
E em especial aos companheiros do Phila7 –GAG,
Betinho e seu homem tanque numa praça em Pequim olhando a vida por uma fresta
Marquinhos e seu delírio febril para curtir num curta
Mirellinha e seu OP2
Mamãe Marisinha que com arte segura a peteca dos arteiros
Rubinho que quer ficar quietinho num cantinho na companhia de uma vaca profana chamada Norma
Ricardinho que com suas fotos não documenta um espetáculo mas o compreende. Algumas delas vocês já viram acima.
Todos fofos colocados/deslocados comendo bolinho de fubá feitos por Maria Joana, cozinheira transcendental, adepta da técnica do relaxa e goza.
Kisses and Hugs, in English please, que é para não perder a viagem.
Rubens